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sábado, 1 de agosto de 2009

Dia da cidadania - 4ª parte

Lá estava ele fazendo a inscrição. Mal sabia o quanto mais iria demorar pra sair desse maldito lugar. Ia esperar sentado, como todos os outros. Exceto a mim. Eu tinha que fazer a prova, já iria fazer 2ª chamada, se a perdesse, teria que fazer a prova final. E a prova final do fdp do professor era a pior de todas; e ele ainda não ia com a minha cara, ia me reprovar se caísse na rede dele, com certeza. Acho que isto tudo legitima minha desonestidade. Ou não? 

- Auguste, meu filho, o rapaz quer que você assine seu formulário; vamos logo! - meu tio apressado.
- Tá bom, tá bom! - resmunguei.
Coloquei minha assinatura e digitais no documento. Meu tio puxou da minha mão e levou pra outro burocrata assinar. Puxa, ele estava apressado mesmo! Parecia até que ele é quem estava em conflito.
Enquanto meu tio arrumava a papelada, criei coragem e devagar, com muita dificuldade, cheguei até o Rafael e disse:

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Dia da cidadania - 3ª parte


Chegamos à Junta. Aquilo ali parecia um beco sem saída, lotado de gente. Era incrível: tinha preto, branco, amarelo, até azul, tudo junto numa fila que se enroscava em si mesma. Seria uma utopia realizada, se não fosse o lugar nem o motivo para estarem juntos.
  
Meu tio entrou como se fosse da casa com aquele típico sorriso de homem público visitando a comunidade. Ás vezes me pergunto se ele tinha esse sorriso por natureza ou se seguia bem os ensinamentos de Maquiavel, patrono da política. Pra ser sincero, acho que ele era e parecia ser uma pessoa sorridente; já feliz é outra estória. 
  
Já eu procurei um buraco no chão pra me esconder. Falhei miseravelmente.