sábado, 20 de novembro de 2010

João e Maria perdidos na Antropologia Estrutural

Bookmark and Share

Neste pequeno trabalho, terei o exaustivo, porém gratificante, desafio de fazer uma análise estrutural do conto João e Maria, dos Irmãos Grimm. Assim como eles [as crianças], sinto-me perdido nesta floresta teórica chamada “Antropologia Estrutural”; mas, assim como o João, eu entrei nela com pedrinhas no bolso.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um scrap privado

Bookmark and Share

T******, espero que você pense em tudo que lhe disse nesses dias. Nenhum relacionamento sobrevive à dúvida, à desconfiança.

Também não sobrevive uma relação somente pelo sexo, pois um dia os corpos já não conseguem mais aquele desempenho da juventude. Além do mais, sempre se estará insatisfeit@ por faltar "algo mais" na cama e na vida.

Por último, a única coisa que pode resistir ao tempo e às mudanças bruscas é a amizade. Amizade que eu sinto demais por você. Amizade que eu não percebi o quão grande era antes.

sábado, 25 de setembro de 2010

Por quê fazer trocas [solidárias]?

Bookmark and Share

Texto proferido durante uma feira de trocas no Santuário das Almas, em Niterói. Parte da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 - "Uma Economia para a Vida".

É com esta pergunta que começamos este texto. Será que é porque precisamos tirar vantagem dos outros? Absolutamente, não. Porque precisamos fazer doações? Não, não é bem assim. Porque temos que nos aproximar dos outros? Sim, mas não é o principal motivo. Reduzir o consumo? Também, mas há algo, além disso. Reciclar e reutilizar objetos? É muito importante pensar e agir a favor do planeta; porém, tem mais algo essencial atrás disto. Recusar o uso do dinheiro? Importante também, mas vamos sair do mundo das ideias. Antes de tudo, trocas são feitas porque as pessoas precisam existir. É a partir daqui que todas as outras respostas se relacionam, mostrando o que pode ser uma economia para a vida.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Uma peça sociológica

Com uma máscara recuperada e mais reluzente do que nunca, o jovem estudante apaixonado parte para mais uma reunião. Com as falas decoradas na ponta da língua e a certeza de que tudo dará certo na peça, ele age com desenvoltura e ousadia frente à plateia; mas há alguém em especial numa das cadeiras, alguém que o ator quer impressionar, chamar a atenção com seu talento.

- Dani, e você, o que você acha de fazermos um artigo falando sobre nosso projeto de extensão?
- Acho uma boa, Cláudia, mas qual será o objetivo geral da pesquisa?
- Não sei, mas teria a ver com nossa ação frente aos que nos prestigiam. Alguém tem alguma ideia?

As personagens deram a ‘deixa’. É a hora exata para o estudante entrar em cena. Com a máscara re-arrumada e as falas guardadas, relampeja em sua mente a lembrança de antes do início da peça, quando os atores estenderam suas mãos em roda para o centro, e as levantaram gritando “MERDA!”. Como diz o funkeiro, “se tudo der certo, hoje vai dar merda!”.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mortes durante chuvas intensas no RJ: culpa dos pobres ou do projeto político das elites brasileiras?

Bookmark and Share



Artigo publicado no Jornal Viramundo, de autoria de Bernardo Nazareth e Diego Sodré. Trata-se da análise critica de uma passeata que ocorreu em Niterói, no mês de maio, para pressionar governantes a ajudarem as vítimas das chuvas intensas em niterói.

Como é de conhecimento de todos, no início do mês de abril, fortes chuvas atingiram o Estado do Rio de Janeiro. Porém, desta vez, não foi apenas “o trânsito ruim” que a mídia abordou, mas também os vários deslizamentos em morros e comunidades de todo o Estado, com 249 mortes contabilizadas, em especial em Niterói, onde 164 pessoas morreram. Em todo o estado, 11 mil pessoas ficaram desabrigadas e outras 60 mil foram obrigadas a deixar suas residências. Há quem diga que o pobre é o verdadeiro responsável por esta desgraça porque “quer morar em locais perigosos”. Entretanto, outros enfatizam quase que exclusivamente o papel dos políticos nestes eventos. Quem será que está certo? Há alguém plenamente correto nestas análises? Pensamos que não; e mostraremos neste artigo o porquê.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Por que a noção de estrutura é tão fundamental para a ciência?

Bookmark and Share

Antes de voltar a escrever no blog, eu estava muito ocupado com uma prova de Antropologia II, dada pelo professor Mércio P. Gomes. Já fizera questões anteriores, que falavam sobre Durkheim e Culturalismo, mas ainda faltava uma questão: "Por que a noção de estrutura é tão fundamental para a ciência?". Podia ter feito uma outra questão, "o que é ser antropólogo?", mas achei que poderia estar repleta de pegadinhas.

sábado, 10 de julho de 2010

A morena dos olhos verdes [revisita]

Bookmark and Share

Hoje, percebe-se muito bem o crescimento do setor imobiliário no país, apesar da crise que assolou o mundo globalizado. Quem consegue perceber isso bem são aqueles que faturam uma grana preta vendendo seus terrenos, ou moram ao lado de construções – que é o meu caso. Pra vocês terem ideia, na minha rua, há muito tempo estão construindo edifícios, uns atrás dos outros. As empreiteiras levam a construção civil tão a sério que me pergunto se um dia, quando não houver mais espaço nem para se construir uma casa de cachorro, se elas destruirão tudo para não perderem a razão de sua existência. Só aí que eu me lembro para que servem também as reformas urbanas [$$ --> $$$$$]. Coisas do mercado...